Considere no início e pondere no final:
Não estranhar quando o Ronaldo, em entrevistas, afirmar que sempre sonhou em jogar pelo Corinthians e que, jamais praticou partidas amistosas de sinuca com três tacos e seis bolas.
Achar plausível, jogadores brasileiros veteranos na Europa, afirmarem que querem voltar ao Brasil, porque tem saudades da família, dos amigos da periferia, das praias e que sonham em jogar naquele timinho de várzea do coração. Eles estão apenas procurando emprego.
Achar entendível, atores e “celebridades circunstanciais”, afirmarem em entrevistas: “Estou com alguns projetos aí”. Eles estão apenas desempregados.
Deixar de ser uma toupeira que, ao encontrar aquele vizinho chato, fica dizendo imbecilidades, como: “O tempo tá maluco!”, “tá precisando chover”, “calor heim?”, “nossa que chuva heim?” .
Não usar a expressão “no meu tempo era melhor” para justificar o seu limitadíssimo entendimento sobre novas tecnologias;
Ou, sobre o seu gosto musical estagnado;
Ou, sobre o seu figurino RETRÔ.
Estudar, Geografia e Português, antes de postar scraps e fotos na WEB.
Não entrar em pânico, quando ler os Chats e Scraps dos seus filhos adolescentes, e não entender porra nenhuma.
Não concordar com exclamações idiotas, com respostas imbecis, tais como: “Sem dúvida”. “Exatamente”. “Justamente”. “Sem dúvida”. “Perfeitamente”. “Se deus quiser”. “Com certeza”.
Não tentar a toda hora, mandar um “Embromation”, e meter à força no coitado do Aurélio, palavras do tipo: deletar, lincar, overizar, estartar.
Não fazer piada ao ouvir um Português chamar mouse de rato.
Nem fila, de bicha.
Nem pelo fato deles, atenderem brasileiros, somente em inglês nos aeroportos e hotéis de Portugal.
Fazer um curso de imersão intensivo de Espanhol Argentino, para começar a entender esse estranho dialeto.
Não estranhar, se um Americano perguntar se, São Paulo fica próximo a Melbourne, se há macacos pelas árvores, se há belas indiazinhas peladas em plena Avenida Paulista e, se aprenderão muito sobre o Espanhol, no museu da língua portuguesa, na estação da Luz.
Não rir do seu Gerente iletrado, quando ele tentar impressionar aquela nova assistente de RH, uma loirinha gostosa, 30 anos mais nova que ele, dizendo palavrinhas estrangeiras que ele aprendeu com o estagiário de comércio exterior, tais como: Insight, status, feedback, report, site, plant, etc.
Não usar a expressão “Filho Da P”, ao se referir aos tradutores e suas genitoras que, em legendas de filmes, traduzem Son of a bitch, por coisas, como: filho da mãe, miserável, safado, etc.
Responder com um simpático “Vou estar mandando a senhorita estar tomando no Gerúndio” _ Ao ouvir frases do tipo: “Estaremos retornando a ligação, e estaremos informando se, você vai estar prosseguindo no processo seletivo” - “Sr., estaremos efetuando o registro da sua reclamação e, estaremos enviando um técnico para estar verificando o problema”.
Achar justificável que, num calor de rachar mamona, senhores da 3ª idade, tentem melhorar a aposentadoria, se derretendo sob roupas ridículas de Papai Noel, num país tropical no auge do verão.
Parar de rir quando a TV mostrar políticos fanfarrões enfiando dinheiro público na cueca, na meia, no paletó e em malas. Afirmando que, são doações e, que a grana será empregada na compra de panetones e, para tirar os RGs. dos pobres.
Não seguir, nem adicionar às suas comunidades virtuais de relacionamentos, os políticos e seus respectivos partidos.
Assistir sempre – SE OBVIAMENTE, NÃO TIVER PORRA NENHUMA PRA FAZER:
Ao Big Brother,
A fazenda.
As novelas.
Ao horário político.

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